Precisamos de mais mulheres na criação

Precisamos de mais mulheres na criação

Por Anna Clara Damasceno

Quando a gente começa a trabalhar com propaganda, é natural pensar que estaremos em um ambiente “descolado”, com pessoas criativas e grandes ideias pairando no ar o tempo todo. E é também natural pensar que a criação da agência é um ambiente mais aberto, liberal, livre de preconceitos, justamente por ter tantas cabeças pensando em ideias diferentes o tempo todo.

Basta pisar em duas ou três agências e você percebe que nem sempre é assim. E esse é só um dos problemas que não te contam na faculdade.

A falta de diversidade nos “mesões” da criação é um tema que cada vez mais é discutido, mas pouco se tem feito a respeito. Prova disso é a falta até mesmo de estudos que comprovem esse sentimento, pelo menos no mercado goiano. O resultado? Vez ou outra, uma campanha machista e que passa exclusivamente pelas mãos de homens é publicada, dá o que falar, a marca se retrata e fica por isso mesmo, até que acontece de novo.

E não é só aí que mora o problema. Gente, a questão é bem óbvia: quanto mais diversidade na equipe, mais diversidade nas ideias. Realidades diferentes, visões de mundo diferentes, opiniões diferentes, tudo isso colabora para os melhores resultados, principalmente se o assunto é criatividade.

O difícil é encontrar as raízes do problema: há quem diga que realmente não tem tanta mulher interessada na criação, ou até mesmo boa o suficiente pra isso. Mas será que hoje, do jeito que as coisas são, o ambiente é convidativo a nós? Fica a reflexão.

Enquanto isso, nós esperamos e vamos continuar gritando até que alguém finalmente nos ouça: precisamos de mais mulheres na criação.